Arquivo da Categoria ‘Data Comemorativa’

MPB contemplada com Diogo Nogueira

domingo, 23 de março de 2008

 

Ao fazer seus songbooks, Almir Chediak queixava-se da falta de grandes cantores das novas gerações. Nas últimas décadas, enquanto nossa música produzia uma fartura de cantoras, os cantores apareciam como se fosse em conta-gotas, sendo alguns deles compositores que se transformavam em grandes intérpretes, como foi o caso, por exemplo, de Milton Nascimento, Caetano Veloso e João Nogueira. Eis que, em pleno alvorecer do século XXI, somos contemplados com Diogo Nogueira, um intérprete que não é apenas um dos maiores cantores de sambas de todos os tempos, mas um dos nossos melhores cantores da música popular brasileira. E um compositor com uma bela carreira pela frente.

O magnífico DVD com o espetáculo realizado no Teatro João Caetano, no Rio, mostra que ele vai além do DNA, pois herdou aquela voz maravilhosa que levou o mesmo Chediak a convidar João Nogueira a cantar em quase todos os songbooks e enriquece suas interpretações com uma postura de palco que nem o pai possuía. É mais bonito, é verdade, mas não é apenas isso. Diogo Nogueira é dotado daquele misterioso talento que faz o espectador acreditar que ocupa o palco inteiro, mesmo quando aparece sozinho. É realmente um mistério, um brilho especial conferido a raros cantores, como, por exemplo, Carmen Miranda e o já citado Caetano Veloso.

Diogo honra o sobrenome. Aliás, que momento emocionante do espetáculo é aquele em que ele e Marcel Powell interpretam Violão vadio, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro.  A gente fica absolutamente convicto de que os pais deles continuam entre nós, como a confirmar o velho aforismo de Hipócrates de que a vida é breve, mas a arte é longa. Ou, para não ir tão longe, há cerca de quatro séculos antes de Cristo, cito o contemporâneo Ataulfo Alves, para quem “morre o homem e fica a fama”. Ou, ainda, morre o homem, ficam os filhos, digo eu. Afinal, no mesmo show estão os filhos de João Nogueira, de Baden Powell e do Mestre Marçal, Marçalzinho, que brilha na percussão como o pai e o avô, o grande Armando Marçal.

Em dois clássicos de João Nogueira, Do jeito que o rei mandou e Nó na madeira, Diogo divide o palco com Marcelo D2, um artista de grande número de admiradores e que, como criador, tem na cabeça a forma importada dos Estados Unidos e, no coração, o legítimo samba brasileiro. São os efeitos da globalização. Outro que se apresenta ao lado de Diogo Nogueira é Xande de Pilares, do grupo Revelação, na música Cai no samba, umdos sambas inéditos mais aplaudidos do espetáculo. Seu autor é o jovem Ciraninho, um dos parceiros do Diogo no samba-enredo da Portela de 2007. Aliás, Diogo Nogueira não comparece apenas com músicas já conhecidas do público. Ele contribui também com vários sambas inéditos, sendo dois deles de sua autoria. Para cantar os sambas antigos e novos, ele teve o bom senso de dividir o palco também com o que há de melhor em matéria de músicos de samba, a começar por Alceu Maia no cavaquinho, arranjos e produção musical, Dirceu Leite nos sopros e o coro formado por Analimar e Jussara Lourenço.

Os apaixonados pela nossa música somos gratos aos responsáveis pelo lançamento desse DVD.

Sérgio Cabral
Jornalista e escritor

CD e DVD “Diogo Nogueira - ao vivo”, já nas lojas

Já está a venda o CD e o DVD do Diogo Nogueira. Procure em sua cidade ou pela internet, nos seguintes sites:

Carybé

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

 

Hector Julio Páride Bernabó, artisa plástico que sempre se assinou carybe, nasceu em Lanús, na Argentina, em 1911, Naturalizou-se brasileiro em 1957, Famoso por sua dedicação ao folclore braiano,  abordados de maneira estabilizada, Carybé morreu em Salvador, em 1º de outubro de 1997.

Arte
O Compadre dá adeus a Joinville
Exposição de Carybé, pintor argentino, atraiu 1,2 mil pessoas
A exposição “O Compadre de Ogum”, do pintor argentino Carybé, encerrou-se no sábado com cerca de 1,2 mil visitantes. Em média, uma mostra na Galeria Victor Kursancew (onde estava sediada a exposição) reúne o dobro do público. Mas raramente são mostradas no local telas de um artista internacionalmente conhecido como Carybé – o único grande amigo de Jorge Amado que já teve obras expostas na cidade. Um fracasso? Não para o joinvilense Gerson Machado, do terreiro Ile Ase Oju Orun. “A exposição foi um enorme sucesso, por trazer à tona uma discussão qualificada e necessária.”
A discussão citada por Gerson nada tem a ver com as técnicas empregadas pelo compadre Carybé em seus desenhos ou se ele era mais baiano que argentino. O que gerou polêmica foi a ligação do artista com o candomblé.
Segundo os organizadores da mostra, o preconceito em relação aos cultos afro-brasileiros foi o principal motivo da baixa visitação de “O Compadre de Ogum”. “Não tivemos nenhum protesto explícito. Mas acredito que muitas pessoas tenham receio de ser vistas na exposição por colegas da igreja, por exemplo”, opina a diretora da galeria, Maria Helena Scaglia.
Hector Julio Páride Bernabó, o Carybé, morreu em 1997, aos 86 anos, durante uma sessão no terreiro Ilê Axê Opô Afonjá, em Salvador. Seu orgulho era o título de Obá de Xangô, o posto mais alto dado pelo candomblé. As serigrafias de “O Compadre de Ogum” foram feitas a partir de aquarelas que ele produziu para um especial da Rede Globo sobre o romance “Os Pastores da Noite”, de Jorge Amado.
A contadora de histórias Elaine Mendes Meira, que narrava a trama de Jorge Amado para as crianças que visitavam a exposição, afirma que jamais viu algum visitante indignar-se com as referências ao candomblé. “Todos que estiveram aqui saíram maravilhados com a obra de Carybé. As pessoas que criticaram as serigrafias nem chegaram a vê-las”, diz.
Amarilis Laurenti, gerente de patrimônio, ensino e arte da Fundação Cultural de Joinville, explica que os méritos da exposição extrapolaram suas qualidades artísticas. “Com a exposição, mostramos que a cidade não deve apenas respeitar a cultura germânica. Deve respeitar a cultura brasileira.”

I Semana da Consciência Negra

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A I Semana da Consciência Negra, organizada pela União dos Negros de Jequié, foi aberta no dia 20, com a exibição do filme Hotel Ruanda, na Casa da Cultura Pacífico Ribeiro, com a exposição de elementos da Religião de Matriz Africana, Capoeira e Maculelê, no Museu Histórico de Jequié. Nos dias 21e 22, foi exibido o documentário Quilombos da Bahia, na Casa da Cultura. No Centro Educacional Presidente Médici, foi realizada a exposição da Vitrine Viva dos Orixás, painéis, fábulas africanas, palestras e degustação de comidas típicas. Constam ainda da programação, na Sexta-feira, dia 24, exibição do filme O Jardineiro Fiel, direção de Francisco Meireles, no Centro de Cultura, seguida de Mostra Cultural na Praça Rui Barbosa, com exposição de elementos da religião de matriz africana, capoeira, maculelê e apresentação do afoxé Filhos do Congo. A mostra terá continuidade no Sábado, no mesmo local.

Na Quarta-feira, dia 29, a programação será encerrada com uma sessão especial, às 19:30h na Câmara de Vereadores, exposição da pesquisa sobre “O negro no mercado de trabalho”, apresentações culturais e homenagens a pessoas da comunidade que contribuem para o fortalecimento das ações afirmativas na luta pela consolidação das políticas de promoção da igualdade racial.

Por ASCOM

Dia Mundial do Dentista

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Jequié, 03 de outubro de 2007

- Hoje é o dia do profissional que cuida dos dentes, gengivas e de alguns ossos faciais, como o maxilar. Até bem pouco tempo atrás, o dentista era temido pelo barulhinho amedrontador de seus instrumentos. Hoje, com instrumentos mais modernos, tratar de uma cárie já não assusta tanto. O tratamento pode ser feito até mesmo com laser. No entanto, muitas pessoas ainda preferem ficar longe de um consultório odontológico.

Além de tratar de cáries, o dentista é responsável por realizar a prevenção de doenças da boca e  ensinar a correta higiene bucal. Quando especializado em ortodontia, o profissional realiza os procedimentos necessários para corrigir a posição dos dentes por meio do uso de aparelhos ortodônticos e quando necessários, por meio da extração de alguns deles. O dentista é responsável ainda por certos tipos de cirurgias faciais.