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1º FACE - Festival Anual da Canção Estudantil

sábado, 5 de abril de 2008

APRESENTAÇÃO

“Campeia em toda parte, nos lares como nos jornais, nas sociedades artísticas

como nas escolas, no povaréu das ruas como no povinho dos concertos, na política

como na politicagem, a mais completa ignorância da cultura musical, e em vez de

buscarem na música as elevações estéticas e sociais da arte, só buscam a

sensualidade dum malabarismo virtuosístico”.

Mário de Andrade, 1939

A proposta de realização do 1º FESTIVAL ANUAL DA CANÇÃO ESTUDANTIL – FACE nas Escolas da rede estadual de ensino do Estado da Bahia constitui-se como ponto de partida para o desenvolvimento do Projeto de Arte(s) da atual gestão da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, ao entender as Artes como eixo estruturante do processo educativo e educacional.

Embora as leis nacionais orientem as ações e práticas culturais do universo escolar, a Bahia ainda continua “carente” de políticas dessa natureza, necessitando “vestir a camisa” da Arte e Educação e, assim, poder assumir a tarefa da construção da proposta para o desenvolvimento das diversas linguagens da Arte nas Unidades Escolares Estaduais (UEE). Para tanto, faz-se necessário a oficialização desse conhecimento e disseminação das práticas culturais nos diversos campos das artes (música, artes visuais, dança, teatro).

Desde 1971, a Lei de Diretrizes e Bases (5692/71) introduziu, de maneira tímida e limitada, a Arte no currículo das UEE, através da Educação Artística, entendida não como disciplina mas como “acessório” da ação educativa, porém somente com a nova Lei de Diretrizes e Bases (Lei 9394 de 20 de dezembro de 1996) há um reconhecimento da importância da Arte na educação como um dos princípios da educação nacional que devem ser respeitados, quando considera essencial “a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber”, assim como o “pluralismo de idéias e concepções pedagógicas”, definindo, conforme mostra o artigo 26, no parágrafo 2, que “o ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural obrigatório”.

“…acreditamos que as práticas artísticas e estéticas em música, artes visuais, dança, teatro, artes audiovisuais, além de possibilitarem articulações com as demais linguagens da área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, podem favorecer a formação da identidade e de uma nova cidadania do jovem que se educa na escola Ensino Médio, fecundando a consciência de uma sociedade multicultural, onde ele confronte seus valores, crenças e competências culturais no mundo no qual está inserido” (Parâmetros Curriculares Nacionais, 2002, p. 173).

Os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio e para o Ensino Fundamental explicitam as diretrizes do ensino da Arte, de modo que possibilitem aos estudantes (adolescentes, jovens e adultos) o conhecimento e o desenvolvimento das Artes nas Escolas. Os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental (1998), através de seus princípios, reconhecem e norteiam as ações pedagógicas associadas às Artes, ao instituir “os princípios estéticos da sensibilidade, da criatividade e da diversidade de manifestações artísticas e culturais”. E os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (2002) também norteiam as habilidades e competências a serem desenvolvidas nas Artes e nas produções artísticas e culturais, a saber:

“realizar produções artísticas, individuais e/ou coletivas, nas linguagens da arte (música, artes visuais, dança, teatro, artes audiovisuais) analisando, refletindo e compreendendo os diferentes processos produtivos, com seus diferentes instrumentos de ordem material e ideal, como manifestações socioculturais e históricas”;

“fazer interpretações de música s presentes na heterogeneidade das manifestações musicais que fazem parte do universo cultural dos jovens, incluindo também músicas de outras culturas, bem como as decorrentes de processos de erudição e as que resultam de novas estruturas comunicativas, ligadas ao desenvolvimento tecnológico” (Parâmetros Curriculares Nacionais, 2002, p. 174/176).

Apesar dessas orientações nacionais, essa temática ainda continua sendo abordada de forma genérica e as experiências com as Artes são desenvolvidas a partir das iniciativas dos professores e estudantes no cotidiano das escolas, possuindo, portanto, um caráter espontâneo e voluntário, sem o apoio institucional necessário e, de algum modo, essas práticas ainda não encontraram espaços nem canais de expressão para as mais variadas manifestações artísticas e culturais.

 

Nesses novos tempos, esta Secretaria, por meio da Superintendência de Desenvolvimento da

Educação Básica (SUDEB), busca uma nova configuração da Educação para atender aos

interesses, anseios e desejos daqueles que defendem uma educação que contemple os direitos

de “todos nós”, através de uma proposta de educação pública de qualidade e inclusiva, que

valorize os profissionais de ensino, o desenvolvimento da auto-estima e a autonomia dos

estudantes, a partir de princípios fundamentais que relacionam a educação e a diversidade

social, a educação e a cultura.

É nesse contexto que surge esta proposta de realização do FESTIVAL, com o intuito de

fomentar o desenvolvimento do Projeto de Artes na Escola, uma vez que esta, depois da

família, é a instituição mais importante para a juventude, representando o espaço de sonhos,

na perspectiva de obtenção do conhecimento e da formação profissional. É pensando nessa

formação e na consolidação desse ambiente de festividade, desse espaço de entretenimento e

de prazer, que se acredita que esse Festival tornará significativo e prazeroso o cotidiano

escolar, contribuindo para a manifestação de sentimentos e de valores humanos.

A música popular brasileira é, reconhecidamente, o mais brilhante patrimônio cultural do

povo brasileiro, ao expressar a incrível diversidade de nossas origens e de nossas formas de

manifestação de sentimentos, de idéias e ideais. Assim, o Brasil é tratado pelos especialistas

como o celeiro musical planetário. Dificilmente se pode encontrar uma nação com tanta

riqueza de ritmos e esta é uma das expressões da grandeza da alma brasileira e baiana, em

particular.

Os antigos Festivais, evidenciados em finais dos anos 60 e início dos anos 70, promoveram

grandes mobilizações estudantis e sociais, revelando grandiosos talentos artísticos e

despertando a consciência política, que, de algum modo, ainda continuam inspirando a

juventude até a atualidade. Nos anos 80, reaparecem novos talentos também resultantes de

Festivais, com uma diversidade rítmica e temática. Esses Festivais reinventaram os rumos da

Música Popular Brasileira, assim como imprimiram uma marca na musicalidade brasileira e

baiana.

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CAB, 6ª Avenida, nº. 600, sala No 412 – Centro Administrativo da Bahia, Cep.: 41.750-000

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A produção musical no Brasil é constante e sempre renovadora, superando as expectativas.

Entretanto, a lógica da indústria cultural, pautada nos interesses capitalistas e no imediatismo

do retorno lucrativo, contribui para a massificação de determinadas modalidades de ritmos e

estilos musicais, marcadamente simplistas e de apelo “sexista”. Diante disso, a produção de

canções, cuja composição e arranjo seja mais elaborada e elevada fica no ostracismo nos

meios de comunicação de massa, o que resulta em uma “educação” de gostos e de audição

massificadora, formando gerações inteiras acostumadas com esses padrões mais simplistas do

cancionário nacional e com dificuldade de apreciarem uma música com maior complexidade

de composição e de poesia.

Cabe à Educação Básica estimular o surgimento de novos talentos e o desenvolvimento da

Música Popular Brasileira e, assim, promover o refinamento artístico e estético dos jovens e

valorizar as raízes populares de nossa cultura. Educar é um ato político e cultural e implica em

escolhas de conteúdos e métodos. Educar através das linguagens artísticas é uma das melhores

formas para se comunicar com a juventude e chegar mais perto de seu universo,

desconstruindo as formas rígidas de ensino e aprendizagem. Um festival de música, além de

fomentar a criação e a autonomia da produção de saberes, estará contribuindo para a criação

de um ambiente cultural nas escolas e na sociedade, envolvendo os estudantes num clima de

participação e de alegria, no qual a música estará sendo um elo de agregação entre os

estudantes, as escolas e os municípios da Bahia em torno de um “currículo invisível”, porém

de grande significado para todos nós.

Se o Brasil é o celeiro musical do mundo, a Bahia é a sua mais expressiva usina de invenção e

de diversidade, constituindo-se como um espaço rico das distintas manifestações culturais e é

com vistas à preservação da riqueza dessas expressões que a atual gestão da Educação do

Estado da Bahia compreende que a educação não pode ser dissociada da cultura e,

especialmente, da cultura baiana. A cultura e a musicalidade do povo baiano, em todas as

épocas históricas, têm revelado grandes talentos, dada a magnitude de artistas, de cantores e

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de músicos, com uma variedade de ritmos e formas, que têm encantado muita gente (o

mundo), destacando e elevando a Bahia à categoria de celeiro cultural, indo na contramão da

visão estigmatizada em função das altas taxas de analfabetismo, evasão e repetência, entre

outras tantas.

No passado recente, os Festivais de Música que aconteciam em todo o Brasil sempre

mobilizaram a juventude, influenciando os movimentos estudantis e sociais, possibilitando a

descoberta de grandes talentos e de valores essenciais para a motivação do viver. Assim, este

Festival Anual da Canção Estudantil será um acontecimento mais do que bem vindo para a

juventude baiana expressar o seu talento e a sua inventividade.

OBJETIVOS

Desenvolver a produção musical e as linguagens artísticas nas Unidades Estaduais de Ensino,

contribuindo para a autoria estudantil e para romper com a rigidez do modelo de ensino e de

aprendizagem ainda presentes na educação;

Explorar o potencial educativo da música, estimulando o desenvolvimento da Música Popular

Brasileira no ambiente escolar e valorizando as expressões culturais regionais;

Fomentar o desenvolvimento do Projeto de Artes na Escola, a criação e a produção de

saberes, criando espaço e estímulo para a expressão de talentos entre os jovens das classes

populares;

Criar elos entre a Secretaria da Educação do Estado da Bahia, as DIREC e as Unidades

Escolares, através de uma relação pautada na produção artística e na mobilização da

comunidade escolar;

Promover um ambiente educacional prazeroso, no qual a cultura, a arte e a educação se

expressem numa mesma ação, contribuindo para transformar a escola num ambiente vivo e

significante para os jovens, visando, inclusive, a redução das altas taxas de analfabetismo,

evasão e repetência, presentes no estado da Bahia;

Interagir com a juventude através das linguagens artísticas e chegar mais perto de seu

universo, promovendo valores essenciais para a motivação do viver;

Desenvolver, a partir da música, outras linguagens, possibilitando a elaboração de idéias e

emoções de maneira sensível, imaginativa e estética.

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ETAPAS DA REALIZAÇÃO DO FESTIVAL

O I Festival Anual Estudantil da Canção será realizado em todas as Unidades Escolares

Estaduais, abrangendo a sua totalidade, correspondendo a 1.744 escolas e 1.502.689

estudantes. Esse Festival envolverá também os professores, especialmente os de Artes e de

Literatura, os artistas locais, as DIREC e contará com a participação de técnicos da Secretaria

de Educação do Estado da Bahia desde a concepção até a execução.

A realização deste Festival ocorrerá em 3 etapas eliminatórias, a saber: a primeira etapa

consiste na realização de Mini-Festivais nas Unidades Escolares, onde haverá a premiação dos

três primeiros escolhidos, mas apenas o 1º lugar será o representante da Escola no Festival

Regional; a segunda, que equivale aos Festivais Regionais, será realizada pelas DIREC, onde

todos os representantes escolhidos em cada Escola farão sua inscrição; a terceira e última

etapa corresponde ao Festival Estadual realizado pela Secretaria de Educação do Estado da

Bahia na cidade de Salvador.

A PRIMEIRA ETAPA: SELEÇÃO NA ESCOLA

• Os estudantes interessados em participar do Festival farão uma inscrição em sua

Escola, onde se apresentarão e serão avaliados pela Comissão Julgadora, a cargo do

Corpo Docente e Direção de cada Escola, levando em consideração as áreas afins,

além de uma representação estudantil;

• Cada Escola deverá inscrever o estudante vencedor como seu representante na DIREC

à qual a escola está vinculada.

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A SEGUNDA ETAPA: SELEÇÃO NA REGIONAL

• As DIREC deverão formar uma Comissão Julgadora que irá escolher até 15 canções

entre as melhores inscritas para compor o seu Festival Regional;

• As DIREC deverão realizar sua eliminatória com a apresentação musical das canções

selecionadas;

• A Comissão Julgadora deve premiar os três primeiros lugares, sendo que o primeiro

lugar será o representante regional na eliminatória estadual;

• Após a seleção da canção vencedora em primeiro lugar dos Festivais Regionais, as

DIREC deverão encaminhar os estudantes para um estúdio onde gravarão a canção em

CD e, posteriormente, farão a inscrição na Secretaria da Educação do Estado da Bahia.

A TERCEIRA ETAPA: A FINAL

• A Secretaria da Educação do Estado da Bahia instituirá uma Comissão Julgadora, que

analisará as canções enviadas pelas DIREC e selecionará as 15 finalistas;

• Esta Secretaria também realizará na cidade de Salvador, na Concha Acústica do Teatro

Castro Alves, a Final do Festival Anual da Canção Estudantil, onde os finalistas

deverão se apresentar;

• Serão premiadas as três primeiras canções, com ênfase na letra e na melodia e o

melhor intérprete masculino e feminino;

• A Secretaria da Educação do Estado registrará em CD e DVD o Festival com os

finalistas;

• A Secretaria da Educação garantirá a passagem dos alunos selecionados, a

hospedagem e a alimentação.

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Para a concretização dessas etapas, faz-se necessário a definição de algumas estratégias que

possibilitem, em um primeiro momento, a sensibilização para a compreensão da importância

das Artes como eixo estruturante no processo educativo e para a apreensão de uma nova

concepção da Arte em suas distintas e diversas expressões. Nesse momento preparatório, os

técnicos da Secretaria de Educação envolvidos com o projeto do Festival organizarão uma

formação inicial com dois professores de Arte, um de Literatura e um coordenador

pedagógico de cada DIREC, totalizando 132 professores, que se constitui como um passo

essencial para o desenvolvimento do Festival, onde serão desenvolvidas oficinas de

sensibilização e orientação para a realização deste evento. As oficinas acontecerão durante

uma semana, em tempo integral, totalizando 40 horas.

Tais oficinas serão estruturadas com oito professores distribuídos em 4 turmas, compostas de

33 professores, que pretendem cumprir os objetivos referentes a formação e a preparação dos

profissionais envolvidos no Festival, assim como promover, posteriormente, a mobilização

nas Escolas, através da identificação dos estudantes e de outras pessoas que possam se

constituir como multiplicadores dessa iniciativa. Durante as oficinas será feito um

levantamento dos traços característicos da musicalidade regional, com vistas ao

reconhecimento e valorização da cultura popular e o mapeamento dos possíveis lugares para a

realização do Festival nas regionais.

Em relação à formação dos professores, o conteúdo dessas oficinas pauta-se nas seguintes

questões: a) Breves considerações sobre as Artes no Currículo; b) Criação de instrumentos

com material reciclável e percepção sonora; c) Leitura e interpretação de textos, apresentações

de vídeos e das experiências artísticas e literárias; d) Noções de produção cultural; e) A

dinâmica artística: planejamento e execução das atividades do Festival.

A partir dessa sensibilização será possível a assimilação necessária para nortear as práticas e

os passos para a realização do Festival, contribuindo para que os professores sintam-se

motivados, tanto nas Escolas como nas DIREC.

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Num segundo momento, após essa sensibilização dos professores, as DIREC deverão

apresentar o Projeto para as Unidades Escolares (UE). Assim, as UE contribuirão para a

divulgação, buscando envolver os estudantes, além de convidarem músicos, cantores e

compositores da cidade para uma vivência com os estudantes na Escola, cujo papel será o de

instruir sobre o processo criativo na construção da letra e da melodia, incluindo o ritmo e a

harmonia. Em seguida, os professores executarão atividades que incentivem a leitura e a

produção de textos, exercitando a criação de poemas, de letras de músicas e vídeos,

potencializando a criatividade do estudante e reforçando os traços da identidade regional..

Num terceiro momento, será desenvolvida uma preparatória direcionada aos finalistas, com o

objetivo de possibilitar uma instrumentalização técnica, ou seja, aulas de preparação vocal,

corporal, interpretação e noções espaciais, entre outras atividades lúdicas e artísticas, com

vistas ao aprimoramento de sua apresentação no Festival Estadual.

Este Festival, para além de ser um lugar para o desenvolvimento da musicalidade, constitui-se

também como um espaço para a manifestação das diversas expressões artísticas populares,

representando as distintas regionalidades culturais.

Pretende-se, ainda aproveitar esse espaço do Festival para prestarmos homenagens a artistas e

aos movimentos culturais baianos. A exemplo disso, a Tropicália que completou este ano 40

anos de existência, o movimento dos Novos Baianos e da Bossa Nova também merecerem ser

destacados, além de artistas variados.

“…música é, antes de mais nada, movimento. E sentimento ou consciência do espaçotempo.

Ritmo; sons, silêncios e ruídos; estruturas que engendram formas vivas.

Música é igualmente tensão e relaxamento, expectativa preenchida ou não,

organização e liberdade de abolir uma ordem escolhida; controle e acaso. Música:

alturas, intensidades, timbres e durações – peculiar maneira de sentir e de pensar. A

música que mais me interessa, por exemplo, é aquela que me propõe novas maneiras

de sentir e de pensar. Algo assim como ouvir, ver, viver: ‘ouviver a música’… É por

isso que se pode perceber música não apenas naquilo que o hábito convencionou

chamar de música, mas – e sobretudo – onde existe a mão do ser humano, a

invenção. Invenção de linguagens: formas de ver, representar, transfigurar e de

transformar o mundo” (Moraes, 1991,p.7-8)

Data Atividade
24/03/2008 Pré-Lançamento do Festival para os profissionais de Educação
24 a 28/03/2008
Curso de capacitação dos professores
31/03 a 04/04/2008
Apresentação do Projeto nas Unidades Escolares
07/04 a 02/05/2008 Realização de atividades (texto, letra de música) nas escolas, para estimular a criação
12 a 21/05/ 2008
Inscrição nas Escolas
23/05 a 07/06/2008
Festival nas Escolas
09 a 20/06/2008
Inscrição dos primeiros lugares das Escolas em suas respectivas DIREC
26/06 a 18/07/2008 Seleção e divulgação das canções selecionadas para o Festival Regional
08 a 22/08/2008
Festival Regional das DIREC
25 a 29/08/2008
Gravação em estúdio da música vencedora de cada DIREC
01 a 05/09/2008
Inscrições dos finalistas na SEC
08 a 12/09/2008
Seleção e divulgação das canções selecionadas para a Grande Final do FACE
22 a 25/09
Trabalho com os finalistas
26/09/2008 Grande Final na Concha Acústica. Salvador-Ba

Festival de Musica de Sapezal 2007

sábado, 29 de março de 2008

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Internet da prévias de Festivais de Música

sábado, 29 de março de 2008

13º Festival de Documentarios

sábado, 29 de março de 2008

Mistura de ritmos em Praia do Forte

sábado, 22 de março de 2008

 

Fernando Amorim / Agência A Tarde
A mistura de tribos e ritmos se confirmou nesta sexta-feira, 21, no Coca-Cola Zero Festival por conta do público e das atrações que marcaram presença no Espaço Praia do Forte, no litoral norte baiano. Cercado de coqueiros e muita área verde, o festival recebeu cerca de 8 mil pessoas em busca de badalação na sexta-feira santa. No final da tarde, com movimento intenso na Linha Verde, o público começou a chegar para conferir o som da pouco conhecida banda Java, que tocou sucessos de reggae music para um pequeno público que ainda se adaptava ao clima morno do início do evento. Minutos após o encerramento da apresentação da Java, que saiu despercebida do palco, ecoavam gritos de uma grande parcela que já esperava ansiosamente o show de O Rappa, a banda carro-chefe do primeiro dia do festival. “Eu não agüento mais esperar pra ver O Rappa. Cancelei minha viagem para assistir ao show deles“, exclamou Andréa da Silva, 27, que disse ser fã incondicional da banda. Sem muita enrolação, Falcão subiu ao palco empolgado para cantar, depois do cancelamento do show que faria na última edição do Festival de Verão, por causa de uma cirurgia no dente. “Música para festival de música, eu amo vocês“, disse o cantor, entusiasmado, que logo depois completou dizendo que estava totalmente recuperado do problema dentário. O show da banda carioca, o mais esperado da noite, foi aberto com a música O Show vai Começar, que imediatamente recebeu a resposta do público acompanhando Falcão em coro. Logo em seguida, quando outros sucessos da banda foram cantados, o clima do festival estava fervendo, e a platéia cantava em alto e bom som grandes sucessos como Minha Alma, Hey Joe e Pescador de Ilusões. “Eu amo a Timbalada, sou timbaleira, mas O Rappa também influenciou na minha decisão para estar aqui hoje“, explicou Rafaela, que aguardava também o show da Timbalada, prevista para subir ao palco após a apresentação de O Rappa. A maratona de shows continua neste sábado, a partir das 17 horas, com apresentação das bandas Bichinha Arrumada,  Aviões do Forró, Biquini Cavadão e da cantora Claudia Leitte, aguardada com expectativa para apresentar seu novo trabalho solo.