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O espectro do blog ronda o comunismo, por Elio Gaspari

terça-feira, 1 de abril de 2008

A guerrilha da filóloga micreira de Havana já incomoda os septuagenários de Sierra Maestra

COMEÇOU UMA bonita briga, a da ditadura cubana com os blogueiros. Os septuagenários veteranos da Sierra Maestra têm uma nova guerrilha pela frente. Em vez de viver escondida no mato, ela está na rede de computadores e seu símbolo mais visível é Yoani Sanchez, uma micreira filóloga de 32 anos que publica a página “Generación Y” (1,2 milhão de visitas em fevereiro). No lugar dos fuzis, cabos, pen-drives e celulares com câmeras.
À primeira vista, os velhotes têm vantagem. Havana tem um só ponto de navegação pela internet acessível ao público. Fica numa pequena sala e custa 5 dólares por hora (um terço do salário mensal da terra). Dos 11 milhões de cubanos, só 200 mil têm acesso à rede, passando pelo único provedor, que pertence ao governo. Essa modalidade de bloqueio é burlada por um mercado negro de senhas e de acessos noturnos em empresas estrangeiras ou mesmo em agências estatais. Até parabólicas clandestinas já apareceram e a maior parte delas é usada para baixar músicas ou filmes.
No caso de Yoani (www.desde cuba.com/generaciony), seu blog vai completar o primeiro ano de existência e está hospedado num sítio alemão. Ela transmite suas mensagens valendo-se de algumas astúcias. Numa, fantasia-se de turista alemã, entra num hotel e despacha o texto previamente gravado. Não se pode dizer que o blog seja um palanque de dissidentes, mas, mesmo assim, no último fim de semana o Grande Irmão envenenou-o com filtros que dificultavam o acesso dos cubanos ao endereço. Yoani informa que já conseguiu se desvencilhar da macumba: “A reprimenda é tão inútil que dá pena, tão fácil de burlar que vira incentivo“.
A moça tem muita graça. Raúl Castro libera os eletrodomésticos e ela saúda a chegada dos aparelhos de ar refrigerado, lembrando que as torradeiras virão daqui a dois anos: “Nesse ritmo, as antenas parabólicas chegarão lá pela metade do século e meus netos conhecerão os GPS quando estiverem na adolescência“. Ouvindo o discurso de posse do comandante Raúl, ela se considerou um Champollion reencarnado, decifrando os hieróglifos da pedra da Roseta, “mais fáceis de desentranhar que o estatismo tedioso da política cubana“.
Yoani lista outros dez blogs da ilha. Um, o Havanascity, com bonitas fotografias da cidade. Outro, “Lo que yo y otros pensamos sobre la realidad cubana“, é pesado como o próprio nome. Todos carregam um certo gosto pela literatura. Lembram a lição de um engenheiro de computadores de São Petersburgo que, nos últimos meses do comunismo, recomendava: “Se você quer achar a democracia nesta cidade, procure a música“.
Nos anos 80 o banqueiro George Soros financiou o movimento democrático da Tchecoslováquia doando computadores, copiadoras e aparelhos de fax à Fundação Carta 77. Em 1991, durante a tentativa fracassada de golpe na Rússia, foram as máquinas de fax que garantiram a comunicação dos aliados de Boris Yeltsin. Comparados com a versatilidade da rede e dos pen drives, os equipamentos de Soros são carroças.
Por enquanto, os blogs cubanos são mercadoria para consumo externo, pois na ilha eles só estão acessíveis para a nomenklatura ou a turma do mercado negro. Se Raúl Castro não puder conviver nem com isso, suas prometidas mudanças acontecerão em 2131, quando completará 200 anos.

Jogo simula negociações de paz entre Palestina e Israel

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

PeaceMaker, o jogador manipula diplomatas e negociadores e o objetivo é firmar um acordo de paz entre palestinos e israelenses.

   Os assinantes de jornais “al-Quds”, da Palestina, e “Haareetz”, de Israel, receberam nesta terça-feira (27) um jogo virtual eticamente correto: no lugar de monstros, soldados e batalhas sangrentas, as pessoas manipulam diplomatas e negociadores, com o desafio de firmar um acordo de paz.
O PeaceMaker (Negociador da Paz) é uma iniciativa do Centro Peres para a Paz e foi concebido há seis meses pela empresa norte-americana Impact Games.

    Além das 80 mil unidades iniciais, “há outros 20 mil exemplares prontos para distribuição a estudantes –israelenses e palestinos– que poderão experimentar a dificuldade das negociações em reuniões expressamente organizadas para eles”, disse um porta-voz do Centro.
A expectativa dos idealizadores, é que o novo jogo mostre a satisfação em fechar uma negociação conjunta de paz em vez de afundar um bunker inimigo com uma bomba nuclear tática ou liderar uma ação militar.
O jogador pode escolher entre ser o primeiro-ministro de Israel ou o presidente da Palestina. Hesitar demais ou mostrar-se excessivamente rígido são pontos negativos para o jogador.
Em PeaceMaker, os “novos dirigentes” precisam medir forças com a oposição interna e externa. Também precisam enfrentar acontecimentos dramáticos e inesperados, que podem fazer ruir êxitos alcançados.
“Eu fracassei várias vezes - admite Yarden, uma ativista do Centro Peres -, mas ao final cheguei à paz. O segredo? Aprender a reconhecer os obstáculos, compreender melhor aqueles que você vai enfrentar, ver o quadro de situações da forma mais complexa”.
O jogo está disponível na internet e o Centro Peres afirma que enviou cópias da novidade para as delegações de Israel e da Autoridade Nacional Palestina, que hoje se encontram na conferência de Annapolis, nos EUA.   fonte:

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u348950.shtml

Jogo simula negociações de paz entre Palestina e Israel

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

   Os assinantes de jornais “al-Quds”, da Palestina, e “Haareetz”, de Israel, receberam nesta terça-feira (27) um jogo virtual eticamente correto: no lugar de monstros, soldados e batalhas sangrentas, as pessoas manipulam diplomatas e negociadores, com o desafio de firmar um acordo de paz.
     O PeaceMaker (Negociador da Paz) é uma iniciativa do Centro Peres para a Paz e foi concebido há seis meses pela empresa norte-americana Impact Games.