Arquivo da Categoria ‘Não Informado’

Vanádio de Maracás atrai grupo do Canadá

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Juscelino Souza, do A TARDE

Mais de 17 milhões de toneladas de ferro-vanádio deverão deixar o subsolo do semia arido baiano e se transformar em riqueza para o município de Maracás, a 367 quilômetros de Salvador.

A empresa canadense Largo Mineração, vencedora da licitação para exploração da mina, já começou a implementar o empreendimento que receberá um investimento da ordem de US$ 130 milhões e deverá faturar cerca de US$ 180 milhões por ano.

Quando a jazida entrar em plena atividade – o que deve acontecer nos próximos dois anos –, o município passará contar com uma receita de cerca de R$ 300 mil por mês. Enquanto o Estado deverá engordar os cofres não só com a arrecadação de tributos, como também com os royalties.

“Por contrato, 4% da receita virá para os cofres do Estado.Isso representa uma receita de R$ 13 milhões por ano”, disse o presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Paulo Fontana.

Além desses, a companhia, que detém 5% das cotas da mina, irá embolsar uma parte dos dividendos. “Durante a exploração, vamos participar da distribuição anual dos dividendos, que deverá elevar ainda mais nossa receita”, disse

Governo ignora policiais e aprova reajuste

quarta-feira, 2 de abril de 2008
Estratégia montada pelo Executivo enfraquece movimento dos PMs,

mas greve na Polícia Civil continua

   

O governo usou ontem os instrumentos que pôde para enfraquecer o movimento dos policiais militares, que ameaçam seguir o exemplo dos policiais civis e entrar em greve contra a proposta de reajuste salarial linear de 4,46% oferecida pelo Executivo ao funcionalismo público. Um deles foi o de apelar para oficiais da PM, que se pronunciaram contra a greve. Mas o mais forte instrumento foi o de antecipar a votação dos dois projetos de lei que regulamentavam o aumento, aprovado pelos deputados por volta das 22h, pelo placar de 37 votos a favor e 11 contra.

Os policiais civis – leia-se agentes, escrivães, peritos e legistas – decidiram manter a greve, mesmo com a aprovação dos projetos, que agora seguem para sanção do governador Jaques Wagner.
Apesar da obstrução de quase dez horas da oposição, que queria um reajuste linear de 9,21%, como defendiam os policiais civis e militares, o governo não teve dificuldades para aprovar os projetos, pois tem ampla maioria na Assembléia. Apenas um governista votou contra a proposta: o deputado Tadeu Fernandes (PSB), um dos representantes dos trabalhadores da segurança pública na Casa. O outro representante, deputado Fábio Santana (PMDB), não compareceu à votação.

Além de votar contra o governo, Tadeu Fernandes fez um discurso duro contra a proposta de reajuste. Ele afirmou que não poderia votar contra a própria consciência. Os oposicionistas também fizeram discursos duros, na presença de políciais civis e militares que compareceram à sessão e vaiaram os governistas, acusando o governo de mentir para os servidores ao não conceder um aumento de 9,21%. Disseram, inclusive, que a votação dos projetos ontem, dia 1º de abril, tinha “caráter simbólico”, em função da passagem do Dia da Mentira.

Experientes - Para votar os dois projetos – um que tratava especificamente dos servidores da educação e o outro dos demais trabalhadores –, o governo usou de expedientes regimentais como o de derrubar sessões para agilizar a tramitação e o de impedir que parlamentares da base governista usassem a tribuna para discursar. A oposição, por sua vez, tentou em vão impedir a votação, através de pedidos de verificação de quorum, e com discursos inflamados pelos policiais presentes. O presidente da Assembléia, Marcelo Nilo (PSDB), chegou a ameaçar expulsar os manifestantes das galerias da Casa por conta do barulho. Os manifestantes aplaudiam os oposicionistas e davam as costas para os governistas.

A oposição também apresentou emendas aos projetos, relatados pelo deputado Paulo Câmera (PTB). Uma delas elevava o valor do reajuste para 9,21%, mesmo percentual de aumento concedido pelo governo federal ao salário mínimo – o aumento de 4,46% oferecido pelo Executivo baiano corresponde apenas às perdas inflacionárias do ano passado. A emenda foi rejeitada pelo relator. A bancada da minoria alegou que o governo tem dinheiro em caixa para conceder um aumento maior, por conta do superávit de cerca de R$700 milhões anunciados pela Secretaria da Fazenda.

Outra emenda apresentada, e rejeitada, foi a do deputado Tadeu Fernandes, que obrigava o governo a conceder o mesmo percentual de reajuste para as gratificações do funcionalismo público. Desde 1997 existe a vinculação entre o salário base e as gratificações, regra extinta pelo governo Wagner este ano. Além dos servidores da segurança pública, várias categorias, a exemplo dos auditores fiscais, já criticaram a atual administração por conta do fim da vinculação. Eles alegam que, para garantir que nenhum servidor ganhará abaixo do salário mínimo, a atual administração simplesmente tirou recursos das gratificações e incorporou aos vencimentos bases, fazendo uma “maquiagem”.

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Categoria faz pressão na Assembléia

Carmen Azevêdo

Faixas e um apitaço estridente tomaram conta da entrada da Assembléia Legislativa da Bahia (ALB), no CAB, no início da tarde de ontem. Mais de uma centena de policiais civis e militares adentraram o prédio em direção ao plenário onde estava prevista a votação da proposta de reajuste salarial dos servidores públicos. O clima entre a categoria foi esquentando na medida em que os servidores souberam que a proposta poderia ser votada ontem mesmo, como de fato aconteceu, e os ânimos se acirraram ainda mais no início da noite. Só após as 20h os policiais deixaram o prédio da Assembléia em repúdio ao início da votação.

O movimento da Polícia Militar (PM) ficou enfraquecido. PMs que preservaram sua identidade informaram que o comando geral da corporação havia ordenado a líderes sindicais que deixassem o local e evitassem os protestos sob pena de sofrerem punições. O comando geral nega o fato. Na sexta-feira, a PM volta a se reunir em assembléia na Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar, nos Barris, para definir os próximos passos do movimento.

Ainda na tarde de ontem, cerca de 40 representantes dos dois grupos acompanharam os trabalhos no plenário. Enquanto os pronunciamentos de parlamentares, da oposição e do governo, se alternavam, eles davam as costas em desacordo ou aplaudiam os discursos. Enquanto isso, outros agentes da Polícia Civil e PMs tentavam ingressar no recinto, mas foram impedidos pelo policiamento da Casa Legislativa. Do lado de fora, o apitaço continuava.

Com o transcorrer da tarde, foram mais de dez reuniões entre sindicalistas e parlamentares. Distribuídos na Galeria dos Ex-Presidentes, o movimento parecia fragmentado. Segundo militares, policiais da Associação dos Praças da Polícia Militar (APPM) e Sociedade Beneficente de Subtenentes e Sargentos (SBSS-PM) foram deixando o local seguindo a ordem do comando geral da PM. Um dos PMs reforçou que líderes de associações mais representativas da categoria estariam receosos com possíveis medidas de retaliação do comando.

A possibilidade de paralisação da PM foi acirrada anteontem quando os praças decretaram estado de greve e operação tartaruga. A decisão foi tomada em assembléia realizada na Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar da Bahia, nos Barris. A medida foi adotada sem a aprovação dos oficiais, responsáveis pelo comando.

Precipitação - Algumas associações de policiais militares consideraram o estado de greve precipitado, antes da aprovação do projeto de reajuste. A afirmação é de Geraldo Pereira, presidente da Associação de Sargentos de Ilhéus (com cerca de 300 integrantes). O diretor jurídico da Associação de Policiais de Jequié e Região (Aspojer), soldado Deyvison Batista, disse que o radicalismo do movimento só prejudica a população.

A exemplo dos policiais civis, os PMs reivindicam índice de 9,21%. Na Bahia, existem 27 mil PMs, sendo 14 mil em Salvador. Os números incluem os bombeiros. Segundo os manifestantes, há um déficit de 17 mil homens no estado. A última greve da Polícia Militar foi realizada em julho de 2001.

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Secretário defende percentuais

Em defesa da proposta de reajuste para o funcionalismo público, o governo baiano alega que os percentuais aplicados aos servidores com nível superior na área da Segurança Pública variam de 17% a 25%. O governo admite, portanto, que houve uma política de valorização dos funcionários com nível superior, como os delegados da Polícia Civil e oficiais da PM, o que gerou críticas por parte das demais categorias do setor, que cobraram igualdade.

O governo alega que, ano passado, as carreiras de nível médio, como agentes, escrivães e peritos da Polícia Civil e os praças da PM tiveram aumentos entre 11% a 17,28%. Superiores, portanto, aos 4,5% concedidos aos oficiais da PM, delegados e peritos de nível superior da Polícia Civil naquele ano. Neste ano, a decisão foi a de viabilizar a recuperação salarial dos servidores de nível superior da segurança pública, aplicando reajustes entre 17% e 25%. “Somados os reajustes de 2007 e 2008, os policiais acumularão ganhos consideráveis. Na PM, os praças acumulam aumento de 20% a 23%. Para os oficiais, os ganhos acumulados serão de 24,38% a 26%. Na Polícia Civil, os agentes, escrivães e peritos técnicos somarão, em outubro próximo, aumento de 20,12%”, disse o secretário da Administração, Manoel Vitório.

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SET paralisa atividades

A Superintendência de Engenharia de Tráfego (SET) paralisou as suas atividades na noite ontem. Os trabalhadores da SET alegam, para justificar a paralisação, que foi solicitado o aumento no número de viaturas circulando em toda a cidade com o intuito de passar uma imagem de segurança para a população, em função da greve da Polícia Civil. Os agentes da SET informam que não podem trabalhar nestas condições, visto que não têm poder de polícia.

Ontem pela tarde ficou decidido, em assembléia, que amanhã os funcionários da prefeitura de Salvador promovem uma paralisação e uma caminhada que sairá do Instituto de Previdência de Salvador (IPS), em direção à Praça Municipal. O movimento é em função de uma pauta de reivindicações que foi direcionada à prefeitura com 32 itens, sendo que apenas um foi discutido com as lideranças sindicais. Foi aprovado pela prefeitura um reajuste de 4% nos salários dos servidores municipais.

Escrita versus informática

quinta-feira, 27 de março de 2008

Qualificar uma tecnologia de mais drástica do que outra é uma tarefa muito difícil, tão difícil como decidir se a invenção mais importante da humanidade foi a escrita, a roda ou a agricultura. Tal discussão, bem como esta, mais do que um interesse intrínseco, tem o mérito de promover a reflexão sobre o impacto que cada uma teve na sociedade.

Assim, e voltando à discussão sobre a escrita e a informática, cabe-nos perguntar quais foram os efeitos de ambas as tecnologias na sociedade. Sendo a sociedade em grande parte dependente do pensamento humano, o ponto principal da análise é o da influência da escrita e da informática no pensamento humano.

Ong dedica um capítulo inteiro à argumentação de que a escrita reestruturou a consciência, permitindo formas de raciocínio que não eram possíveis nas sociedades orais. A questão está portanto em saber se a informática também tem um efeito da mesma magnitude sobre a consciência. Pensamos de forma diferente devido aos meios informáticos? Há uns tempos li numa revista uma reportagem sobre um informático, que afirmava pensar em linguagem de programação, raciocinando com argumentos do tipo if..then..else e outros do género. Mas isso certamente não é o padrão comum, e constitui apenas uma deformação profissional. O utilizador (não o profissional) da informática pensará de forma mais lógica? Na minha opinião, não. Na verdade, a impressão que tenho é que a tendência dos programas informáticos tem sido a de tentarem esconder que na sua base está uma linguagem de programação, justamente por esta estar muito longe da forma de pensar do utilizador comum.

Por exemplo, ontem estive no chat e lembrei-me de carregar na botão de ajuda. Lá dizia que se eu soubesse código HTML poderia inserir uma imagem. Ora, eu não faço a menor ideia do código HTML necessário para introduzir uma imagem, e penso que a maior parte dos utilizadores da internet, que é extensamente baseada no código HTML também não o sabe. Ora se eu quiser inserir uma imagem nesta mensagem, poderia utilizar o código HTML (se o soubesse) ou simplesmente carregar no botão inserir imagem que está aqui em cima. Até ontem nem me tinha passado pela cabeça que por detrás disto estava o código HTML. Penso que a maior parte dos utilizadores da informática vêem-na como um recurso maravilhoso mas não tem efeito directo sobre a sua forma de pensar.

Para finalizar deixo um exemplo ligado à matemática. Durante mais de cem anos esteve em aberto uma conjectura, chamada o problema das quatro cores, que afirmava, grosso modo, que se podia colorir um mapa com apenas quatro cores, de forma que dois países vizinhos tivessem cores diferentes. Várias tentativas foram feitas para demonstrar este teorema usando resultados de combinatória de teoria dos grafos. Só recentemente esta conjectura foi provada, com o auxílio de computadores. A ideia foi pôr o computador a analisar uma quantidade imensa de disposições e mostrar que para cada uma delas se verificava o pressuposto. A relação com esta discussão prende-se com o facto de que para alguns matemáticos esta não é uma prova válida, porque não é verificável por humanos. Ou seja, mesmo com o recurso a uma capacidade computacional imensa, essa capacidade não está interiorizada na nossa forma de pensar.

Quanto ao pensamento por simulação, o próprio Lévy refere que alguns autores defendem que este é o processo natural do pensamento humano e não foi introduzido pela informática. Pelo contrário, não será que essa nossa forma de pensar nos leva a realizar simulações com recurso à informática?

Concursos Autorizados Somam 12 Mil vagas

sexta-feira, 21 de março de 2008

O Governo autorizou nesta sexta-feira os últimos dois concursos Federais.Foram autorizadas 140 vagas da carreira de ciência e tecnologia na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e outras 94 vagas para o Ministério do Esporte.

A realização de novos concursos públicos está temporariamente suspensa, disse nesta quinta-feira o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

A medida está relacionada ao corte de 20 bilhões de reais em despesas do governo – parte do plano para reaver os 40 bilhões de reais perdidos com o fim da CPMF. A intenção do governo é “congelar” a realização de novos concursos até o instante em que as contas estiverem reequilibradas. “Os concursos autorizados estão mantidos. Os novos não serão publicados enquanto não reequilibrarmos o Orçamento”, disse o ministro.

Os reajustes no salário de servidores públicos serão afetados – motivo pelo qual o ministro voltou a defender a aprovação do projeto de lei que limita a 1,5% de aumento real para a folha de salários de todos os poderes da União. Já sobre o aumento do salário mínimo para 2008 – de 380 reais para 408,90 – o ministro garantiu que está garantido “até segunda ordem”.

Confira os processos seletivos que já foram aprovados e que têm realização garantida:

Instituto Ministério do Meio Ambiente - 83 vagas
Ministério das Relações Exteriores - 115
Ministério de Ciência e Tecnologia - 268
Cotroladoria Geral da União - 400
Ministério da Defesa - 83
Ministério do Planejamento - 95
Universidades Federais - 7.543
Agência Brasileira de Inteligência - 190
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - 884
Polícia Rodoviária Federal - 3.000

Exposição fotográfica traz flashes da Parada Gay de 2007

quinta-feira, 20 de março de 2008

A TARDE On Line

A Parada do Orgulho Gay de 2007 em Salvador será tema da exposição fotográfica “Boneca sai da Caixa”, realizada entre os dias 03 e 30 de abril no Instituto Cervantes, que fica na ladeira da Barra. O trabalho foi coordenado pelo fotógrafo e professor José Mamede, que é responsável pelo Laboratório de fotografia da Faculdade de Comunicação da Ufba.

As imagens foram captadas em um estúdio fotográfico montado na concentração da parada. O  objetivo é mostrar a variedade do evento através dos atores da festa. Além da exposição, também acontecerá entre os dias 03 e 10 de abril, no mesmo local, a mostra de cinema “Possíveis Sexualidades”.

Vocês conhecem essa figura

quarta-feira, 12 de março de 2008

Trigo provoca conflitos comerciais entre Brasil e Argentina

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

A restrição das exportações argentinas de trigo desde o início do ano, para garantir o abastecimento do mercado interno, já provoca conflitos comerciais com o Brasil, segundo afirma reportagem publicada nesta sexta-feira pelo diário financeiro argentino “El Cronista Comercial”.

O jornal observa que a restrição às exportações preocupa tanto os produtores e exportadores locais quanto os moinhos brasileiros, que “necessitam do estoque argentino”.

O Brasil é o maior importador do trigo argentino, com cerca de 5 milhões de toneladas ao ano –quase um terço da produção total argentina.

“Há vários meses que se comenta que esse país (Brasil) anularia a cobrança de tarifas de importação de locais como Canadá e Estados Unidos, o que faria com que o nosso país [Argentina] deixasse de contar com essa vantagem preferencial, que ficaria reduzida a um menor custo de frete pela proximidade geográfica”, diz a reportagem.

Segundo o jornal, representantes da Abitrigo, a associação da indústria brasileira de trigo, estiveram na Argentina nesta semana para colher informações sobre o futuro das exportações argentinas.

Um assessor técnico da indústria do trigo ouvido pelo jornal afirma que os primeiros contratos para venda de trigo da colheita 2007/2008 começam a vencer no dia 15 de novembro, e caso não sejam cumpridos até 15 de dezembro o país seria considerado “em moratória comercial”.

“Segundo os diretores das entidades agropecuárias, os exportadores locais já compraram cerca de 5 milhões de toneladas da colheita 2007/2008, quase 60% do saldo exportável, mas o não cumprimento dos contratos habilitaria os importadores brasileiros a exigir que eles cumpram os mesmos com trigo procedente de outras origens”, afirma a reportagem.

Além disso, segundo o jornal, os moinhos brasileiros também estão preocupados “com uma suposta situação de dumping gerada com a farinha de trigo”.

“Durante os últimos meses, os moinhos argentinos tiveram acesso ao trigo por um valor inferior ao de mercado devido à intervenção oficial nesse mercado, o que teria permitido a eles colocar o produto no Brasil a valores inferiores aos do mercado mundial”, relata o “Cronista Comercial”.

O jornal afirma, porém, que “o que mais preocupa os moinhos do Brasil é saber se nos próximos meses poderão contar com o trigo argentino”.

Tupi não diminui importância do biocombustível, diz Lula

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, durante almoço com o secretário-geral da ONU - Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, no Palácio do Itamaraty, que o governo brasileiro continua dando prioridade à política de biocombustíveis, mesmo após a descoberta das grandes reservas de petróleo que aumentam em 50% os atuais estoques brasileiros do combustível.

“O presidente Lula disse que isso (a descoberta) não vai diminuir em nada nossa prioridade em relação aos biocombustíveis, que é independente de nos tornarmos exportadores de petróleo”, relatou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

O chanceler contou também que Ban Ki-moon disse que o Brasil é um país importante que deve ser bastante ouvido em um encontro que as Nações Unidas promoverão em Bali, brevemente, para discutir a questão das mudanças climáticas. “O secretário-geral da ONU disse que o caminho para Bali passa por Brasília”, informou Amorim.

Doha - Amorim informou também que o presidente conversou por telefone com o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, sobre as negociações comerciais no âmbito da OMC - Organização Mundial do Comércio. “O presidente Lula disse ao primeiro-ministro que o desejo do Brasil é o de negociar e que não há nenhum desejo de bloquear a Rodada Doha”, informou o chanceler. Segundo ele, Lula disse ainda a Brown que espera que, na reunião de representantes do G-20 marcada para depois de amanhã, em Genebra (Suíça), os países possam chegar a um resultado “ambicioso e equilibrado.”

Etanol, febre movida a subsídios nos EUA

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

A febre do etanol está apenas começando nos Estados Unidos. Novas usinas e centros multidisciplinares de pesquisa em etanol derivado da celulose começaram a sair do papel. Laboratórios do governo têm aplicado cada vez mais recursos nas diversas linhas de investigação sobre novos produtos, métodos de produção e matérias-primas para a segunda geração de combustíveis. Arranjos institucionais entre governo, iniciativa privada e universidades também preparam o terreno para diversificar a matriz energética e transformar o etanol em commodity global.
Mas a grande força por trás desse boom produtivo continua a ser a agressiva política de subsídios do governo federal. A projeção oficial revela um salto gigantesco na concessão de incentivos à produção da nascente indústria do etanol de celulose. Em 2017, quando expira o prazo estabelecido para a meta de adicionar 20% de biocombustíveis na gasolina do país, o auxílio governamental deve atingir um volume anual, em todas as frentes, de US$ 24 bilhões a US$ 28 bilhões, segundo dados apresentados na sexta-feira pelo Laboratório Nacional de Energia Renovável (NREL, na sigla em inglês), ligado ao Departamento de Energia dos EUA. A meta para garantir a segurança energética interna triplicaria os gastos de US$ 8,4 bilhões com incentivos à produção do etanol derivado de milho previstos para este ano.
A produção de matérias-primas destinadas à fabricação de celulose, como madeira, capim, milho, trigo, sorgo e bagaço deverá ficar com uma fatia entre US$ 5 bilhões e US$ 6 bilhões da previsão de gastos. “A queda dos subsídios para o milho [acaba no fim de 2008] deve frear a construção de novas usinas. Por isso, há negociações políticas complexas no Congresso”, diz a pesquisadora Helena Chum, conselheira do Centro Nacional de Bioenergia do NREL. As empresas também devem obter a ampliação de incentivos tributários, como a depreciação mais rápida para elevar deduções de imposto sobre a receita. “Os subsídios não são uma boa política, são perversos. Mas ainda não temos uma varinha mágica”, afirma Mark Smith, diretor da Câmara de Comércio dos Estados Unidos, que reúne cerca de três milhões de empresas locais.
Com o agressivo apoio de Washington para fazer deslanchar a produção americana de etanol celulósico, as pesquisas com biocombustíveis também têm apressado o passo para adaptar as tecnologias que podem processar um potencial já identificado de 1,17 bilhão de toneladas de biomassa por ano. Situado na desértica Golden, nos arredores de Denver, o NREL tem liderado o processo. Duas plantas experimentais já produzem etanol de celulose pelos métodos bioquímico (fermentação) e termoquímico (gaseificação). No orçamento do ano fiscal 2007-2008, os EUA destinaram US$ 1,5 bilhão para pesquisar de novas fontes de energia. Há US$ 200 milhões só para o etanol de celulose. A meta do governo é reduzir o custo do etanol, de US$ 0,52 (milho) para US$ 0,34 (celulose) por litro até 2012, e atender a 30% da demanda doméstica total por combustíveis em 2030 - ou 226,8 bilhões de litros por ano.
Nos planos dos EUA, cooperação empresarial é essencial. “Temos que eliminar barreiras à competitividade de custo e tornar preço do etanol celulósico igual ao do derivado do milho”, afirma o secretário-adjunto do Escritório de Eficiência Energética e Energia Renovável, John Mizroch. Segundo ele, 60% dos recursos para pesquisa vêm das empresas. O NREL, por exemplo, mantém um programa de geração de etanol com a DuPont ao custo de US$ 38 milhões anuais. Também tem outro com a espanhola Abengoa sobre microorganismo que transformam açúcar em etanol. “Temos que acelerar a negociação para reduzir tempo de pesquisa para novos produtos em parcerias não só com empresas tradicionais, mas de biotecnologia”, afirma John Ashworth, chefe de Desenvolvimento da Parcerias do NREL. Na última sexta-feira, ele negociava com a trading ADM. O NREL estuda a gaseificação do etanol como solução mais rápida de produção, mas ainda é mais cara para o fabricante. Para baratear os custos, o laboratório também mantém pesquisas com algas marinhas e uso do aquecimento de caldeiras com energia solar para a produção de etanol.
Em consonância com o discurso do governo de que o etanol será apenas parte da matriz energética, os cientistas alertam que o novo produto pode não ser a solução para os males do mundo. Embora reduza a emissão de gases causadores do efeito estufa, o uso de etanol de celulose em grandes áreas metropolitanas tende a piorar a qualidade do ar das cidades, já que emite 12 vezes mais gases tóxicos do que a gasolina. “Mas ele reduz em 95% o uso de petróleo, zera as emissões de monóxido [CO2] e ainda seqüestra carbono”, realça Helena Chum. Seguindo ela, o etanol deve ser usado onde é produzido e não é recomendado para áreas desérticas, onde o consumo para gerar um litro de etanol sobe de um para 208 litros de água em razão da irrigação das plantas utilizadas.
Embora a indústria tenha apoiado a produção de etanol, ainda há focos de discordância entre os vários setores. Não há consenso sobre aspectos econômicos. Os lobbies de produtores e das indústrias automobilística e petroleira não são monolíticos. Os fabricantes de automóveis, ao contrário dos fazendeiros que vêem os subsídios como pedra angular da atividade, temem eventuais perdas financeiras com a garantia de motores, hoje limitada à adição de 10% de etanol na gasolina. As petroleiras pesam o custo de mudar o modelo de negócios da atual verticalização para a gestão de fornecedores. “Mas isso pode gerar bons negócios, como a compra de usinas”, diz Mark Smith. De acordo com ele, o consumidor americano gosta do conceito de energia renovável, mas ainda não está disposto a pagar mais por isso. “A indústria de biocombustíveis não é a bala de prata que matará o vampiro da dependência energética”.

O jornalista viajou a convite do Departamento de Estado dos EUA

 

MTE vai qualificar 6 mil trabalhadores do setor sucroalcooleiro

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, assinou nesta terça-feira (13) um protocolo de intenções com meta de qualificar social e profissionalmente mais de 6 mil trabalhadores do setor sucroalcooleiro em setes estados: São Paulo, Paraná, Pernambuco, Alagoas, Mato Grosso do Sul, Bahia e Minas Gerais.Serão oferecidos cerca de 40 cursos diferentes como eletricista e instalador industrial, torneiro mecânico, soldador e analista e controlador de qualidade, divididos conforme a necessidade de mão-de-obra do estado. Cada um terá, em média, 200 horas de duração. Para tanto, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) deve investir R$ 3 milhões, vindos do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT).

A capacitação está prevista para ter início em fevereiro de 2008, e os trabalhadores poderão se inscrever nos postos do Sistema Nacional de Emprego, Trabalho e Renda (SINE) ou nos sindicatos de trabalhadores e patronais do setor. No total, 12 instituições entre sindicatos e prefeituras, além do MTE assinaram o Protocolo de Intenções.

“Este é o segmento que mais gera novos empregos na agropecuária e, além de investir na tecnologia de ponta, precisamos ampliar a capacitação para garantir a mão-de-obra necessária à expansão do setor”, ressaltou o ministro. “A qualificação é o diferencial do Ministério do Trabalho. Quanto mais o trabalhador é capacitado, melhor será seu emprego e consequentemente seu salário”.

Já o secretário de Trabalho de Alagoas, Regis Cavalcante, parabenizou o MTE pelo projeto. “Hoje Alagoas precisa de quatro a cinco mil trabalhadores qualificados para o setor do açúcar e álcool, para contratação imediata. Com este programa, o Ministério do Trabalho atende a essa expectativa e vai garantir que novos empregos sejam gerados em 2008″.